Roger Machado ainda busca conhecer o grupo e implantar suas ideias, mas já convive com a frustração. A eliminação do Inter na repescagem da Copa Sul-Americana machucou o treinador, que prometeu levantar rápido para motivar o vestiário. Sincero, admitiu que só terá vida longa no Beira-Rio com vitórias, assim como a retomada da paciência da torcida. Mas defendeu os jogadores.
O técnico deu explicações técnicas e explicou que tentou criar situações que furassem o bloqueio argentino, mas também abordou o lado anímico. Agradeceu ao carinho do torcedor, mas admitiu que o time sentiu após sair atrás com o gol de Sández no primeiro tempo.
- É doloroso para todo mundo. Um comandante que chega no momento de decisão, em turbulência, nunca é bom. Do ponto de vista anímico, o estádio cheio nos proporcionou competir com o adversário. Houve profundidade no último terço, que ocorreu até o gol, na única oportunidade do adversário. A partir dali o time sentiu emocionalmente, deu passos atrás.
- Estou há uma semana no clube e posso afirmar com 100% de certeza que o que não falta aos atletas é interesse em fazer acontecer. Todos têm a motivação de fazer o Inter vencer. Não há desinteresse. Os atletas têm muita motivação. Quando não vence, a teoria se multiplica. Se busca na troca do treinador, na gestão. No fim, para no jogador e o interesse de estar ou não em determinado lugar - completou Roger.
O mais novo fracasso gerou revolta. Já no intervalo houve vaias e, ao término da partida, tentativa de invasão ao gramado e protestos fora do estádio. Roger disse que o torcedor está machucado pelos anos sem títulos.
- Entendo a frustração do torcedor. São insucessos repetitivo e um processo que desgasta. Já passei por vários momentos como esse. Quando virar, o torcedor verá que já passou. Precisamos avaliar, lamber as feridas e sábado temos uma partida decisiva. Eu tenho de sofrer até amanhã.
O vestiário também se abala, mesmo que tenha sido alterado o grupo nos últimos anos. As vitórias permitirão que os jogadores tenham mais confiança para trabalhar e se aproximar dos objetivos. O que também impacta em seu trabalho.
Torcida do Internacional protesta no Beira Rio após eliminação na Copa Sul-Americana
Roger é o sétimo treinador da gestão Alessandro Barcellos em três anos e sete meses. O que chancela a instabilidade no cargo. Ciente do cenário, sabe que só as vitórias o permitirão ter estadia longa no Beira-Rio.
- A garantia do trabalho é a vitória. Quando não se vence, não é o ambiente interno que pressiona pela troca do treinador, mas o externo. A qualidade do trabalho passa ao lado quando o resultado não aparece. Buscar as soluções o mais rápido possível e planejar ao médio e longo prazos.
O treinador terá de mudar a situação e conhecer a primeira vitória no clube. Eliminado da Sul-Americana, o Inter só tem o Brasileirão a disputar. No sábado, às 20h, enfrenta o Bahia na Fonte Nova
Fonte(s): Globo Esporte
Comentários